Retomando a palavra, peço desculpas pela ausência. O mestrando tem me tomado o tempo, além do sem número de mudanças de endereço, o que acredito que não será mais necessário daqui por diante.
Atualmente, o país do lá de cá da cordilheira está passando por uma crise na educação (será que é só aqui?), e isso se nota pelas manifestações que se tem notícia na imprensa nacional e internacional, e o que podemos ver com nossos próprios olhos nas ruas santiaguinas. Tudo isso em função de uma lei que, segundo alunos de escolas/universidades públicas e professores, garante o lucro ao Estado. Ahn? Antes de tudo, é necessário dizer que a educação pública no Chile não é gratuita, e quando se fala de universitária, as universidades públicas são as mais caras do país.
Nas ruas há protestos quase que diários, que muitas vezes acabam em confronto entre polícia e estudantes, como uma situação que eu presenciei, em que se utilizou bombas de gás lacrimogênio.
Fora os problemas com educação, pode se notar que a saúde pública também é paga, e quem não tem condições deve se declarar indigente para ser atendido sem pagar, além de ficar esperando numa fila com limites de vagas.
No âmbito acadêmico, vê-se um bom horizonte, pois há relação de algumas universidades daqui com instituições de ensino e pesquisa da Europa e América do Norte. Por exemplo, os títulos obtidos na Universidade do Chile são reconhecidos sem maiores problemas nos Estados Unidos.
Se alguém acha que vai vir pra cá e "pasar piola" (passar bem), que se prepare para enfrentar restaurantes e padarias que servem porções pequenas e caras. Buffet livre aqui é raro e caríssimo. Além disso, parece que a pesca do salmão será prejudicada nos próximos anos por algas asiáticas trazidas pelos navios. O negócio é se contentar com o vinho excelente e barato.



Um comentário:
coisa estranha essa foto de peixe!!
espero que tires proveito de tudo, até dos problemas!
beijos
Ci
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