De uma forma didática, à medida que apareçam os casos, proporei algumas maneiras de leitura. Para começar, o “s” depois de vogal é aspirado (como fazem no “r” os cariocas em palavras como “porta”) ou, muitas vezes, desconsiderado. Neste texto, sempre quando houver caso de aspiração de “s”, aparecerá uma linha baixa (_). Isso fica premente
quando se fala em dinheiro: “Do_ dolare_”, “Tre_ peso_”, “mil millone_”... Outra pronúncia interessante, mas que já se conhece um pouco em função de algumas músicas que de Alejandro Sanz (corazón partío), é o caso do “d” entre vogais que some. Aqui, este exemplo de “d” que não se pronuncia será representado por (d). O particípio é um dos casos clássicos: calla(d)o, habla(d)o, perdoa(d)o, percibi(d)o....
Esses dois exemplos de pronúncias diferenciadas podem nos causar confusão. Imaginemos alguma ocasião num restaurante especializado em peixes, quando se aproxima uma garçonete e que nos faz a seguinte pergunta: “Quiere_ pe_ca(d)o?”. Primeiro, se não conhecemos a perda do “d”, já ficará difícil de especificar o que ela está falando e, se temos esse conhecimento, ficará no mínimo dúbia a pergunta se ela está se referindo a “pescado” ou “pecado”. O sujeito pode se perguntar se todas as garçonetes do país são paqueradoras assim.
Acredito que o pode trazer maiores problemas são algumas palavras que têm uma mesma forma escrita, mas que não tem o mesmo significado. Se alguém nos convida para dançar a “cueca”, por favor, que não se pense que é para “dançar só de cueca”, mas sim é a dança nacional na qual
todos tremulam seus lenços.
Se alguém brada, “que fome!”, não quer dizer que este ser está faminto. Muito pelo contrário, ele está dizendo algo como “putz!”, “que merda”, “que roubada”. Na mesma linha segue a expressão “que lata!”, que não quer dizer, como diziam nossos pais, quando um carro é estupendo.
O grande problema é quando eles se emocionam, daí desenrolam a língua e tu não sabes o que para que lado correr. No entanto, algumas marcas nos dizem quando o falante acabou uma oração ao dizer “cachai?”. É uma expressão que não reconhece nível social, credo ou religião, pois a utilizam. Será algo como o nosso clássico “né?”.
O patrimônio lingüístico nacional é o “huevón” (pronuncia-se “gueon”). Não há uma tradução literal para essa palav
ras, ainda mais que é utilizada nas mais variadas situações possíveis, como num xingamento em pleno engarrafamento ou numa entrada dura num jogo de futebol (“qué hací huevón?”), ao se falar com um amigo (“cómo tai huevón?”), chegando a ter gênero (“la huevona”).
Quando já temos um pouco mais de confiança de alguma pessoa, ao invés de ela dizer “cómo estás?”, ela te diz “cómo tai?”. Isso acontece sempre na segunda pessoa do singular seja em verbos terminados em AR (esperar = esperai), ER (querer = querí) e IR (poner = poní).
Bom, se o indivíduo que fez curso numa escola de idiomas e aprendeu somente a forma canônica da língua não rasgou o diploma que recebeu por ter completado o curso, ele aproveitará muitíssimo sua estada no país, ¿cachai?
Esses dois exemplos de pronúncias diferenciadas podem nos causar confusão. Imaginemos alguma ocasião num restaurante especializado em peixes, quando se aproxima uma garçonete e que nos faz a seguinte pergunta: “Quiere_ pe_ca(d)o?”. Primeiro, se não conhecemos a perda do “d”, já ficará difícil de especificar o que ela está falando e, se temos esse conhecimento, ficará no mínimo dúbia a pergunta se ela está se referindo a “pescado” ou “pecado”. O sujeito pode se perguntar se todas as garçonetes do país são paqueradoras assim.
Acredito que o pode trazer maiores problemas são algumas palavras que têm uma mesma forma escrita, mas que não tem o mesmo significado. Se alguém nos convida para dançar a “cueca”, por favor, que não se pense que é para “dançar só de cueca”, mas sim é a dança nacional na qual
Se alguém brada, “que fome!”, não quer dizer que este ser está faminto. Muito pelo contrário, ele está dizendo algo como “putz!”, “que merda”, “que roubada”. Na mesma linha segue a expressão “que lata!”, que não quer dizer, como diziam nossos pais, quando um carro é estupendo.
O grande problema é quando eles se emocionam, daí desenrolam a língua e tu não sabes o que para que lado correr. No entanto, algumas marcas nos dizem quando o falante acabou uma oração ao dizer “cachai?”. É uma expressão que não reconhece nível social, credo ou religião, pois a utilizam. Será algo como o nosso clássico “né?”.
O patrimônio lingüístico nacional é o “huevón” (pronuncia-se “gueon”). Não há uma tradução literal para essa palav
ras, ainda mais que é utilizada nas mais variadas situações possíveis, como num xingamento em pleno engarrafamento ou numa entrada dura num jogo de futebol (“qué hací huevón?”), ao se falar com um amigo (“cómo tai huevón?”), chegando a ter gênero (“la huevona”).Quando já temos um pouco mais de confiança de alguma pessoa, ao invés de ela dizer “cómo estás?”, ela te diz “cómo tai?”. Isso acontece sempre na segunda pessoa do singular seja em verbos terminados em AR (esperar = esperai), ER (querer = querí) e IR (poner = poní).
Bom, se o indivíduo que fez curso numa escola de idiomas e aprendeu somente a forma canônica da língua não rasgou o diploma que recebeu por ter completado o curso, ele aproveitará muitíssimo sua estada no país, ¿cachai?

